Publicado por: especulador | Sábado, 17 Janeiro, 09

#23 B – Ano novo e tal e coisa…

E aí, ainda lembram de mim? Pois é, tenho andado bem distante aqui do blog. Ocorre que quando eu o iniciei, extinguindo o primeiro dos blogs, comecei com planos para 2008. Mas muita coisa mudou, fazendo com que meus planos tomassem rumos diferentes.

Eu falava sobre move up, metas para o cash e para torneios, tanto live quanto online. Mas aí resolvemos tocar adiante o projeto da Academia Amazon Aces. Como mergulhamos de cabeça nisso, tive que abortar todo o plano traçado de desenvolvimento pessoal no jogo. Mas não tenho do que reclamar, afinal, apesar de termos ralado muito o ano inteiro fechamos 2008 com a sensação de dever cumprido. Mantivemos uma grade de torneios que proporcionou aos competidores um bom ano de disputas e muito aprendizado.

Além disso mantive o fórum, sempre postando e defendendo meus pontos de vista até o último momento. Isso acabou desgastando um pouco minha imagem com algumas pessoas e passando um ar de arrogante, coisa que acredito estar longe de ser, mas que não sou eu quem deve julgar.

Entre altos e baixos fechamos o ano com uma base sólida pronta para tocar o barco de forma mais estável.

Agora, posso até retomar meus planos. :D Mas só quero registrar uma única meta: postar aqui com mais freqüência. Não quero vir falar o óbvio, o rotineiro, quero falar sobre jogadas na qual possa explorar bem um determinado tema como metagame, blefe e coisas do tipo.

Vou continuar postando minhas sessões boas e sessões ruins. Gostem ou não delas. Nesse ponto me dou a liberdade de falar sobre o que quiser por um motivo muito simples: é um blog. Quem quiser ler, que leia. Quem não quiser, basta não se dar ao trabalho de entrar.

E ainda: o Teorias do Poker será alvo de muita atenção este ano. Por conta de tudo aquilo o blog ficou um pouco parado, com atualizações fora de ritmo, até mesmo porque o Preacher também estava com falta de tempo. Agora estamos nos coordenando melhor e temos um incremento na equipe, que é o Billy, moderador do MaisEV. Ele já entrou com uma excelente proposta: vai dar coach grátis para nossos visitantes. É uma oportunidade imperdível de aprender com um grande jogador.

No mais, só posso esperar que no decorrer desse ano tenha boas histórias a contar. Que não apenas eu consiga evoluir meu jogo como auxiliar a todos que também busquem essa evolução constantemente.

Publicado por: especulador | Sexta-feira, 25 Julho, 08

#23 – Leituras e resultados

Tenho lido o Harrington on Cash Games e tenho gostado bastante da leitura. Ainda estou no começo do livro, mas já me chamou a atenção para uma série de conceitos interessantes que têm servido para minimizar alguns leaks do meu jogo. Pontos como stack size, deception e metagame que eu ainda não dava bastante atenção estão agora fortemente incorporados ao meu pensamento à mesa. E, posso garantir: tem gerado excelentes resultados.

No online tenho jogado bastante loose aggressive, estilo que tenho gostado bastante, e está me rendendo boas sessões. Pena que não são sessões longas, pois se tem algo que tenho que melhorar é o controle emocional. Por vezes tenho uma sessão ótima, mas basta uma mão na qual eu cometa um deslize para que surja o fantasma do tilt, ocasião em que, pelo menos, eu tenho tomado a decisão correta de sair da mesa. Porém eu tenho que aprender a lidar com isso para aumentar o meu tempo de jogo.

No live a adaptação que estou tendo às mesas é boa e como tenho jogado mais full rings, tenho aperfeiçoado este ponto. Ainda não gosto de jogar FR, pois percebo uma perda natural (e até de adaptação mesmo) de agressividade, o que me impacienta. Quanto mais você se acostuma a jogar multitable, mas fica complicado de jogar cash live. Até para evitar isso tenho tomado o sentido inverso e parado de jogar várias mesas no online. Tenho feito, no máximo, duas mesas, o que é benéfico para não perder o foco e não jogar de forma muito automática, que particularmente não gosto.

No mais, tudo segue seu ritmo natural. Na facul tudo correu bem, apesar do meu empenho não ter sido lá essas coisas, e nos negócios tudo segue rumo ao sucesso. O que ainda me incomoda é depender do trampo, mas… tudo a seu tempo.

Vlw!

Publicado por: especulador | Segunda-feira, 21 Julho, 08

#22 – Ô coisinhas tão bonitinhas do pai…

Publicado por: especulador | Segunda-feira, 14 Julho, 08

#21 – Cartas? Para quê??

Evolução no poker

Evolução no poker

Estive no sábado em um aniversário na casa de um amigo que costumava jogar conosco desde que comecei a jogar poker. Jogávamos no Mukifo’s freqüentemente um home game bem divertido. Mas ali estava a semente de algo maior, então, naturalmente fomos tocando o negócio cada vez de forma mais organizada até que agora, por conta de uma série de situações, esse home game não é mais tão freqüente quanto antes. Tudo tem seu preço e, no nosso caso, abdicarmos desse joguinho “familiar” foi um deles.

Mas, felizmente, às vezes sobra um tempo para reunirmos a turma em volta da mesa novamente. E foi isso que ocorreu nesse sábado. Cheguei por volta de 22:30h e a mesa estava quase lotada, com alguns jogadores que eu não conhecia. Sentei de imediato e comecei a análise do perfil dos jogadores. Joguei até 01:00h e saí de lá com 8 buy-ins de lucro.

Não quero comentar nenhuma jogada em particular, mas sim falar de algo que percebi já naquele momento e ficou em minha mente também depois: a evolução no jogo.

Eu confesso que fiquei surpreso em como o estudo e a prática com jogadores regulares torna tudo tão fácil quando você senta em uma mesa como aquela. Me lembrou do filme “Rounders”, quando o protagonista fala para seu professor de direito que para jogar na “mesa dos juízes” ele nem precisava das cartas para vencer. Na verdade, eu precisava das cartas, mas, as jogadas eram tão facilmente previsíveis que parecia até covardia. Para se ter uma idéia, um dos amigos também da Academia chegou junto comigo e também saiu junto, com um lucro semelhante ao meu. Acho que juntos levamos uns 60% do total de fichas…

Os momentos de maior conflito foram quando os 3 jogadores da Academia ali presentes disputávamos um pote. Ali ficou notório a paridade do nível, sendo que eu ganhei a mão com um push por value no river no qual um deles pagou.

E isso me colocou diante de uma questão: quão aquém nos não estamos em relação aos profissionais de Vegas? Deve ser algo descomunal. Em alguns momentos assistindo alguns vídeos percebemos algumas leituras que parecem sobrenaturais. Isso contando que eles estão duelando entre si. Imaginem se estivessem em uma mesa conosco. Seria moleza…

Mas a experiência lá no home game foi interessante porque deu ter uma idéia de o quanto crescemos no jogo e uma idéia de o quanto ainda precisamos crescer. Dia desses estava lendo no +EV (onde, pela questão do tempo não tenho mais postado freqüentemente) um post sobre o “segundo salto”. Particularmente acho que já dei esse segundo salto, mas o próximo salto é que tá difícil. Tipo, já sei quase todos os conceitos avançados, aplico-os com algum êxito, mas acredito ainda estar pecando em alguns pontos. Detectar e trabalhar em cima desses pontos é o que me levará ao próximo nível. Já detectei alguns, como jogar mais o oponente (colocando em ranges), parar de dar calls marginais (isto é, saber foldar) e melhorar o bet sizing. Preciso melhorar mesmo. Não quero sentar em uma mesa e deixar um cara tão à vontade como me senti.

Espero que vocês também façam essa reflexão de pontos para melhoria, e, se tiverem a oportunidade, procurem um home game desses para que possam fazer a avaliação do seu desempenho.

Vlw!

Publicado por: especulador | Terça-feira, 8 Julho, 08

#20 – III Manaus Open

IIII Manaus Open

Buy-in: $120
Apenas 1 rebuy e 1 add-on

Esse é um torneio bem bacana de se jogar porque os jogadores acabam sendo nem tão tight e nem tão looses. Há rebuy, mas apenas um.

Sentei em uma mesa tranqüila, mas comecei perdendo uma parte do stack em uma tentativa ridícula de steal raise no CO com AT na fase inicial. Mantive a calma e desempenhei um bom jogo. Na nossa mesa havia dois jogadores sitout, sendo que um deles chegou lá pelo nível 3 justamente quando era o BB da mão. Rapidamente esse jogador sentou em sua posição. A mesa roda em fold e eu vejo JJ no CO. Faço um raise 5BB, recebo call do SB (um jogador que não costuma ir com mãos marginais) e o BB que havia acabado de chegar vai de all in. Àquela altura os blinds já tinham consumido parte do meu stack, mais o que perdi com o AT, não me restava muito a não ser esperar algo como 99-TT ou um coin flip com AQ ou AK. Paguei e o SB foldou. No showdown, meu JJ (ô joguinho frango!) encontra AA. O SB mostra seu fold, de AJ. Ouch… Não vira nada e parto para o rebuy.

Joguei tranqüilo o rebuy, levando alguns potes pequenos até dobrar com AA vs KK vs KQ. Foi dobrar mesmo, porque infelizmente o dono do KK estava muito short… Em seguida fomos remanejados e caí na mesa do chip leader. Aproveitei o que pude essa mesa, já que o Marco (que era o CL naquele momento) joga muito solto e faz questão de ver flops. Levei algumas mãos dele e mantive o stack na mesma, incólume aos blinds. Até ser novamente remanejado.

Caí na mesa do Glênio e já até me imaginei com KK e ele com AA. Ele sempre recebe um AA quando eu estou forte na mesa, impressionante! Ainda estava com um M bem tranqüilo que me possibilitava aguardar mãos boas e jogar a posição quando fosse conveniente. Aí aconteceu algo bem desagradável: recebi cartas ótimas!  A primeira mão desse paradoxo se deu com um AK em MP. Obviamente dei um raise. Todos foldam até o BB que vai de all in. Ele tinha cerca de 70% do meu stack. Instacall. Mostra AA e meu AK fica pequeno. Esse foi o primeiro tombo. Com apenas 900 fichas me restando, joguei o mais fino que pude até chegar a 2,5K. Aí aconteceu a segunda mão: AK novamente. Como os blinds já estavam pesando, não fazia sentido um raise que me comprometeria, então fui logo de all in. Apenas o BTN paga. Showdown: outro AA! O terceiro AA que me tomba no torneio. Como ele tinha menos fichas ainda me restaram algumas com as quais acabei crescendo um pouco, mas não o bastante para agüentar a pressão dos blinds. Acabei entrando em all in mode, pagando um push do BTN no SB com Q8o e saindo em 12º lugar. GG…

No fim das contas, apesar do resultado, fiquei satisfeito com meu jogo. Ainda estou levemente ressabiado com o JJ, no qual talvez um fold fosse aceitável, mas nas outras mãos eu não tinha mesmo como correr. Gostei de ver que tenho conseguido utilizar bem os conceitos na mesa e tenho melhorado a administração do stack em torneios, coisa com a qual eu nunca tive facilidade. Além disso minha leitura está mais apurada. Ainda tenho pecado em emitir tells, mas nos últimos 2 torneios em que participei aprendi bastante sobre isso e agora tenho me policiado e até emitido tells reversas.

Graças à administração no próximo torneio não jogarei, então vou descontar no online. Dia desses, na FT, um AK meu encontra um poderoso AQ que faz dois pares no flop me tirando em oitavo… Mas, o importante não é apenas saber maximizar os lucros, mas também diminuir os prejuízos em fases ruins.

E, não esqueçam: Todo domingo estamos no Diário!

Publicado por: especulador | Sábado, 28 Junho, 08

#19 – Estamos no Diário!

Caros amigos,

Terei agora que ser mais freqüente neste humilde espaço. Explico: agora sou articulista do Jornal Diário do Amazonas, no caderno Vencer, com uma modesta coluna falando sobre poker.

Tudo partiu do convite de um amigo, jogador também, que achou interessante que divulgássemos nosso esporte através do jornal de maior circulação comprovada de Manaus. Após algum tempo a idéia concretizou-se hoje em realidade. Será uma coluna semanal na qual eu irei, inicialmente, falar sobre os aspectos matemáticos e psicológicos do jogo e depois ensinar as regras, estratégias, além de fazermos cobertura do cenário mundial e nacional. Julgo muito importante esse “preâmbulo” para que possamos exorcizar a imagem ainda equivocada que muitos fazem do nosso Texas Hold’em.

É um espaço pequeno, mas muito importante. Quero agradecer ao nosso parceiro Dante Graça pelo esforço e ao Diário do Amazonas por ter acolhido a idéia. Agradeço também a todos os amigos do fórum PokerManaus que incentivaram bastante.

Portanto, serei mais presente aqui para atender ao novo público que a coluna deverá atingir.

Qualquer coisa, cá estamos.

Publicado por: especulador | Segunda-feira, 2 Junho, 08

#18 – O “lilível” leva o I Best Flop – LOL

Alguns dos jogadores na mesa, para me irritar, costumam dizer coisas como “ele só entende a teoria, jogar que é bom, nada” e coisas do tipo. Algumas vezes me irritam, mas só quando insistem que suas jogadas ridicularmente ruins são boas. Aí eu “pego corda”. Dizem que sou jogador de AK, só porque eu realmente gosto muito demais bastante de AK e porque sempre (ou quase sempre) faço raise PF com AK, a não ser em raríssimas exceções como um tiozão alucinado na mesa do qual podemos contar com seu raise, situação na qual arrisco um limp raise ou (muito mais raro ainda) um limp call por deception e montar trap. Pode parecer absurdo, mas isso é motivo de críticas. Alguns dizem que assim meu jogo é muito fácil de ser lido. É até bom porque mantenho meus ganhos blefando quando tem A no bordo e coisas do tipo. Mantenho meus ganhos em quase tudo, estando com um PTBB bem bacana no live. E no online também, se bem que na net tenho jogado pouco. A única coisa que para mim há tempos era motivo de frustração eram os torneios. Porra, de tanto jogar cash eu tinha perdido o ritmo de torneios e sempre fazia uma merda que me tirava do páreo.

Por conta da Academia também fiquei sem jogar um tempinho, apenas organizando. Até que neste sábado (31/05) tive a oportunidade de jogar, já que era meu dia de folga. E lá fui baralhar. O torneio era o nosso I Best Flop, de buy-in bem acessível ($50) e com rebuy ilimitado por 1h20min. Compareceram 33 jogadores.

Logo na minha terceira ou quarta mão me deparo com AA. Na mesa estava um jogador relativamente agressivo à minha esquerda, que em blinds 10/20 (primeiro nível) já havia apostado T$200 com QQ. A mesa tem dois limpers e faço tudo T$100. Resultado: roubo os blinds… heheheheheheh Mas, vamos que todavia. Nessa primeira mesa aproveitei bem a agressividade para entrar de check-raise em várias situações, levando quase sempre sem ir para o showdown. Ao fim do período de rebuys estava com T$ 2k, apenas o dobro do stack inicial. Resolvi que era uma boa fazer o add-on para não ser tão pressionado pelos blinds e desenvolver um bom jogo no período freezout que iniciava. Acredito que 2/3 ou mais dos jogadores fizeram também o add-on.

Quando voltamos do break me ocorreu uma mão que foi determinante para meu sucesso. Venho com 77 e estava com stack confortável. Outros jogadores que estavam short e outro mediano decidem entrar na disputa após meu raise de MP. 2 deles vão de all in, faltando pouco para que eu completasse e faço também meu shove na intenção de isolar (a priori), em segundo caso, fazer hedge e em última instância maximizar os ganhos. O terceiro jogador, que estava com um stack mediano e me abalaria se ganhasse também entra de all in na jogada. Showdown: Um tinha AJs, outro AQ e outro A4. Beleza! Agora é só não virar o único A e nem J ou Q, sendo que se virasse tanto J quanto Q eu ainda lucraria, já que o A4 era do jogador com maior stack e o size me bastaria. Resultado: não bateu nada e levei um belo pote fazendo “turite” e levando nossa mesa à extinção.

Fui remanejado para uma mesa onde havia um jogador monstro em fichas, que estava bem loose e dando suckout a torto e a direito. Não pude fazer muita coisa a não ser observar até ser novamente remanejado. Nessa outra mesa o marasmo continuou. Fui novamente remanejado, quando já restavam apenas 2 mesas. Essa semifinal foi triste, pois os blinds estavam altos e eu levei uma fatiada pesada ao jogar IP com uma merda tipo A4s para defender o BB do SB que estava voltando tudo. Com bastante sangue frio foldei e tentei me virar com meu agora short stack. Roubei blinds e entrei em uma mão que não me lembro que me deu um gás para a FT.

Na FT dobrei com JJ no BTN contra QKo. 3 mãos depois com JJ fui novamente para um AI quádruplo, sendo que 2 estavam bem shorts e um (o cara do QK) tinha cerca de 2/3 do meu total. Perdi para 97o de um short, mas o side pot foi bem lucrativo, me colocando de volta no game. Não tentei nenhum steal porque os blinds estavam forçando os pushes e não era válido arriscar o stack em um blefe com grande chances de ser pago.

Quando éramos apenas 4 na mesa um dos jogadores estava bem agressivo, shovando toda hora e roubando os blinds altíssimos. Venho com AQo, ele manda seu all in previsto e faço instacall. Ele mostra, decepcionado, 22, mas diz “vamos lá, estou ganhando!”. Era verdade. Tensão total na mesa. Eu torcendo desesperado “A ou Q! A ou Q” O dealer abre rapidamente 345r e continuo meu mantra “A ou Q! A ou Q!!!” O turn vem com um 7. Eu já nervosaço, sem raciocinar direito, suplicando “A ou Q porra! A ou Q!!” E o river vira um 2. “Pega caralho! Trinca!” ele grita. “Tu é um frango, huahauhau!!” Porra, fico desconsolado, sem acreditar. Até que o melhor peru da história dos perus dá a peruada mais perfeita já vista: “Opa! Seqüência pra ele, de A a 5″. As cartas ainda estavam na mesa, mas já viradas, o dealer revira e está lá: 2345. Ninguém tinha visto, a não ser o peru-herói, o Petrus. Foi tipo uma experiência de quase-morte e no último instante me trazem de volta à vida. Levo um pote enorme e volto a ficar confortável.

Mais adiante, outra mão complicada me surgiu. Tenho A9 no SB. O jogador no UTG era a “manja” da mesa e shova. O BTN corre. Eu faço seus T$ 4.000 e mais T$ 5.000 para o BB. Na ocasião eu deveria me restado uns T$ 15k. O BB então faz o call e põe mais T$ 8.000 para ir, seu all in. Essa foi foda! O pote deve ter uns T$ 30k aproximadamente. Meu jogo não é lá essas coisas, mas o que me incentivou a pagar foi a fissela que o BB fez, dizendo ter sido uma péssima hora para eu ter feito o que fiz e que estava em um resteal. Me pareceu uma tentativa de anti tell, fingindo que queria que eu pagasse justamente para eu não pagar. Pronto, meio desanimado fiz o call, pronto para ser bem agressivo na seqüência se perdesse essa mão. Showdown: UTG tem KK, BB tem QQ e eu com meu A9. Fiquei de certa forma aliviado, pois meu maior receio era encontrar algo tipo AT+. O flop vira um 9xx. Minhas chances melhoram um pouquinho. O turn vira um lindo de um A e o river uma carta ainda mais linda, que não lembro qual era mais não era nem Q nem K. hehehehe Outro “turite” e vamos pro HU.

O jogador do HU é um grande parceiro de poker, um dos pioneiros em torneios em Manaus com o qual tive prazer de organizar o maior torneio já visto em terras manauaras. Era o João Luiz.

Ele estava mantendo a agressividade (era o cara do 22) e me roubava os pingos toda vez. Eu percebi que era questão de tempo e paciência para dobrar e ficar na frente. Me vejo com JTo no BTN. Faço um tradicional raise e ele paga. Flop vem J47r. Eu espero o shove e dou mesa. Ele vem de check behind. WTF?? O turn traz um magnífico J. Mando um check, desconsolado (LOL) e ele não resiste: ALL IN! Eu disse o segundo “tá pago” mais rápido da vida. Ele mostra alguma coisa ruim e eu a trincosa. Pronto! Virei chip leader.

Na mão seguinte estou no BB com 64o. Ele, abalado com a trinca de J, apenas completa no BTN. Mesa. Vira 44x. Peço mesa, novamente desconsolado (ROFL) e ele outra vez: ALL IN! Esse foi o “tá pago” mais rápido da minha vida. Viro minha segunda trincosa e ele com Ax, e tava no gutshot straight draw. Não vira nada, nadica e o Especulador (falar na terceira pessoa é legal), o “lilível” (LMAO) leva o torneio e os $1200,00 do prêmio, além do trofeuzim. Caralho, muito bom!

Com isso, eu, que já estava fora do TOP 20 e, conseqüentemente, fora do All Star Amazonas (o torneio de fim de ano com os 20 primeiros), volto com força total na nona colocação. Pena que só posso jogar esses torneios nas folgas da Academia, mas, estamos no páreo e com a moral em alta. E isso é importante pra caralho!

Valeu!

Publicado por: especulador | Terça-feira, 22 Abril, 08

#017 – Um post-choro à pedidos – LOL


Do alto da minha humildade, prefiro vir aqui chorar a contar vantagens. Assim meus leitores se identificam mais. huahuahuahuahuaha

Então, de tanto choro, alguns andam bisbilhotando o blog em torno de uma história que nem pretendia contar, mas, atendendo aos “pedidos tão sinceros, tão sentidos”, irei relatar.

Era uma terça-feira, dia de home game no Botticelli. Tinha acabado de sair de uma reunião na FGV e, como era lá perto, fui direto. Ao chegar já encontro ali, com deliriums tremens, o fanfarrão-mór: Glenio Penalber. É triste ver alguém sofrendo de crise de abstinência. :D . Saímos, Glênio, JL (o anfitrião) e eu para comprar umas brejas antes da galera chegar. Como tava sem um puto no bolso, tentei sacar em um caixa 24h mas a merda da maquininha se recusou a me entregar a grana e tive que aceitar a situação. JL contava de um blefe que o havia desnorteado, contra o Ronney e seu 72o, e o tinha feito perder mais de 10BI na última partida… Chorava de dar dó…

Logo apareceu ali algumas das figurinhas mais carimbadas das nossas mesas: Alan “Cortina”, Nildo, “Japa Loco”, Batman e Robin (Eduardo César e Ângelo “Gordinho) e Beto. A nata do vício reunida.

Como disse, iria ser mero expectador, mas o cão atenta e JL me empresta $100 para que pudesse unir-me à mesa.

Comecei com uma postura de observador, analisando a quantas andava os jogos dos caras. Percebi que alguns deram uma evoluída e outros mudaram o modo de jogar. Enquanto não me sentia à vontade para fazer a jogada certa, ou pelo menos com uma boa margem de certeza, me segurei. Quando digo certeza entenda-se como certeza do movimento estar correto e não de vencer a mão, obviamente.

Ainda estava no primeiro cacife, quando ocorreu esse mão escrota: faço um raise em MP com JJ. Todos foldam até o Nildo (sempre ele!), que apontando diz “Só porque é você!! All in!”. É verdade que ele estava short stack, mas nada justifica esse push. Só eu paguei o shove, até mesmo porque já estava totalmente committed. Esperava alguma porcaria tipo A6o, K8s e coisas do tipo, mas não. Pior, muito pior! O cara me mostra 53s. No flop já vem um 5, pouco ameaçador. Turn: 5. River: 3. Arghhhhhhhhh! Que cagada fodida!

Dei uma leve tiltada que me levou a perder o restinho que ainda tinha, mas, no fim das contas acabei superando e no rebuy me recuperei da porrada.

Parece que Lady Luck protege essas trash hands contra mim. Ontem em um HU, após dar uma virada estupenda em cima do Harley voltando a empatar em fichas, ele me vira e diz: “O que eu receber é all in”. Beleza! Vejo um lindo KJ (Kojak) e aumento no dealer. Ele, cumprindo a promessa, shova. Eu pago fácil, certo de que era tilt (eu havia levado um pote em que ele estava muito à minha frente na mão anterior). Me mostra 43o. Vira 56x, depois y e por fim 7. Ah, VTNC!!! Eu devo ter jogado poker na mesa da Santa Ceia… Só pode!

Publicado por: especulador | Sexta-feira, 4 Abril, 08

#16 – I Torneio Atala, Mudanças e HQs

Joguei no dia 29/03 o primeiro torneio da Atala, uma academia de esportes aqui de Manaus muito bem conceituada. Fomos convidados pelo Sidney, organizador do evento. Era um SNG de duas mesas, uma espécie de experiência da organização para verificar a aceitação do Texas Hold’em.

Logo no início, um jogador que tinha permanecido sitout quase todo o primeiro nível sentou-se à mesa e eu recebo Q4o no SB. Cerca de 5 pessoas na mão, eu completei e, como previsto, o BB deu check. O flop vira 4c4hKc. Peço mesa, BB também, o sitout faz T$ 200 e todos foldam. Ora, os blinds estavam em 15/30, eu preparo um c/r e o cara overbeta! Ficou sinistra a mão… Tentei colocá-lo em um range. A4, draw para flush, KQ ou talvez, pelo perfil do jogador, AK. Esse AK entra porque em um torneio anterior este jogador foldou AK pré-flop diante de um raise normal em um nível já avançado de blinds. Imaginei que, na situação, com stacks iniciais de T$ 1.000 um push não faria sentido, ainda mais nesse level 2. Fiz apenas o call. O turn vira outra carta de paus e ele manda mais T$ 300. Dessa vez paguei rapidamente, esperando a reação dele no river. O river manda alguma carta baixa, eu de mesa, ele manda $350. Eu já tinha até o momento investido no pote $500 e ainda tinha para trás mais uns T$ 900,00. Ele ainda tinha $150. Mesmo assim, não consegui foldar e nem shovar. Apenas paguei. Ele mostra AK e eu levo um belo pote. Após essa mão ele se lamentou bastante o fato de entrar de limp em um multiway pote com AK, mas acho que foi benéfico, já que na porrada a gente aprende.

Rapidamente fechamos a mesa final. Aqui houve apenas um ponto no qual discordei: um jogador pagou e desistiu de jogar. Pode parecer chatice, mas eu sou da opinião de que prevalece a regra de o cara ficar sitout pingando até não lhe restarem fichas. A organização decidiu por dividir as fichas dele de forma a agilizar o fechamento de uma mesa para irmos à FT. Ainda questionei, mas, vá lá… A FT foi sem mãos dignas de nota, até ficar ITM (em 4º) e dobrar algumas vezes para manter-me vivo. Acabei por cair em quarto mesmo quando meu push com A5o do BTN foi pago por um jogador tão short quanto eu, que confiou em J8s no SB. Virou na mesa 88 pra ele e GG pra mim.

Ainda no finalzinho do mês fiz uma alta no cash, saindo com +5BI de uma mesa, na qual pratiquei uma mudança de estilos que há tempos já deveria ter iniciado. Posso garantir que a leitura do Professional NLH e do Livro dos Blefes está fazendo a diferença na minha leitura e nos meus movimentos. Detalhes que antes me passavam batido agora estão bem mais claros e, com essa nova visão, as decisões tornam-se bem mais fáceis.

Tenho tido pouco tempo, pois estou concluindo a facul e, além das aulas, tenho coisas da Academia Amazon Aces para tratar e do trampo. E, extra-poker, tenho lido Planetary e Transmetropolitan, ambas do Warren Ellis. Recomendo a todos.

Publicado por: especulador | Quarta-feira, 26 Março, 08

#15 – Março escroto bagaraio!

Março não me foi um mês bom. Apesar de termos inaugurado a primeira casa de poker de Manaus, Academia Amazon Aces, um incidente muito desagradável ocorreu no oitavo dia de funcionamento que nos obrigou a pararmos tudo para uma reformulação. Ainda estamos parados e voltaremos quando pudermos garantir segurança a todos.

Mas, além disso, no jogo também não foi um mês bom. Aliás, foi o pior de todos. Começou com o citado no post anterior, uma tradicional porrada em torneios. E depois continuou, com a variância me perseguindo até metade do mês e na outra metade eu cooperei demais com o preju.

Se bem que, no fim das contas, joguei pouco demais. A abertura da Academia me tomou muito tempo e me afastei do online. O que joguei foram umas 8 sessões no live.

Em uma delas, tombei 4 cacifes na NL50. Foi assim:

O primeiro cacife foi de jogadas tão insossas que não recordo. Após o rebuy, com a mesa loose como de costume, resolvi jogar quase nit. Recebo KK em MP e faço raise para 12BB. Nada absurdo na mesa um raise desses. Logo depois de mim, o Nildo conta minhas fichas e aumenta meu all in. Todos foldam e eu pago. Ele mostra 77, dominadaço. Vira no turn o 7, tombando meus bigodudos.

Mantenho a cabeça fria e peço rebuy. Após 2 rodadas recebo AA. Faço raise para 16BB, Nildo paga (já deep) e o Ronney também. Abre algo tipo Q86. Vou meu all in, cerca de 2/3 do pote. Ambos pagam. Turn vem uma qualquer, tipo um 4. Check-check. No river um T. Nildo aposta meio pote e Ronney, após pensar bastante, folda. Showdown: Meu AA tomba diante de QT.

É… acontece… Peço o terceiro cacife, dessa vez disposto a jogar mais LAG. Eis que em uma mão, recebo AQs. Um jogador ultra loose havia entrado na mesa. O Baby faz um push antes de mim, quase meu stack. Empurro logo, esperando HU. O jogador ultra loose (Armando) também paga e mostramos os 3. Guttemberg “Baby” tinha KQo, Armando tinha K4o e eu feliz com meu AQs. O flop já vira Kxx, sem chances de flush para mim. Turn vem um 4, desesperando o baby. River vem a quenga (Q) e perco mais um pote no qual era favorito. Já tava tiltado nesse terceiro rebuy, então melhor ir embora.

Na outra semana, outra NL50. A mão memorável foi um pote lindo que levei com AA. No flop me vira AKK. 4 jogadores haviam feito o call em um push de $40. Lindo demais. O foda foi a merda que fiz na seqüência:

Havia na mesa um jogador super mega loose aggressive. Ele aumenta pesado com qualquer coisa. Qualquer coisa, sem exceção. Na mão do AA, ele que havia puxado o raise e pagou o all in com 72o, só para terem uma idéia. Provavelmente pagou porque o pote tinha engordado bastante, mas, pelamordedeus… Enfim… Um cara meio tight logo depois dele faz um raise para $36 e o Japa Loco manda um push de cerca de $45. Armando (o cara do K4o) pensa uma eternidade e resolve pagar, quase chorando. Os demais foldam até minha vez, que vejo AJs. Pensei assim na hora: “Provavelmente estou dominado pelo Japa, que deve ter AK ou AQ, mas tenho chances. O outro cara não é grande ameaça. O Armando vai pagar qualquer coisa e como ainda tem uns $55 pra trás, deve pagar. Vou fazer hedge através dele.” Anunciei all in. O agressivaço foldou (!!!!!!), o raiser original pagou, já que lhe sobravam apenas uns $12 e o Armando, já arrependido de ter colocado uns $45 no fogo, coloca o resto dos 50 e pouco. Showdown: exatamente como pensei. O raiser tinha KQo. O Japa AQo. Eu com meus AJs e o Armando com Capitão Nascimento, 76. O flop não abre nada para ninguém, nem o turn, mas o river completa um straight. Para quem??? Ora.. Óbvio que para o Armando, que leva um pote de mais de $300! hauhauhauahuahuahau Perco mais de $100 nessa mão com uma marginal hand por querer ser “o estrategista”. No fim das contas, a leitura foi certa, mas não sei se a jogada foi válida no longo prazo.

Além dessas fiz uns hero calls na NL10 totalmente desnecessárias, em um deles estando já deep contra um cara mais deep ainda. Tipo, um momento de leseira e ponho tudo a perder…

Tenho lido “O Livro dos Blefes”, “Professional NLH” e passando a vista nos “NLH, Thery and Practice”, além de um outro do Sklansky. Chegou também o Getting Started que, no fim das contas, só serviu mesmo como item de coleção. Também o Mathematics of Poker, que ainda é muito denso para mim. Estou pensando em fazer Matemática assim que concluir Economia, mas ainda é apenas um plano. Se der certo, esse MoP será muito útil. Chegou também o livro do Leo Bello para minha cada vez mais linda biblioteca… hehehee. Agora das duas uma: ou eu não aprendo nada (sou muito burro) ou aprendo e erro porque não aplico (sou muito teimoso).

Também, por conta do pouco tempo (no trampo a parada tá pegando também), não tenho atualizado com freqüência e estou em débito com o Teorias do Poker. Não sei quando poderei me dedicar mais, ainda mais agora que a merda da internet lá em casa tá fora do ar há uma semana, sem previsão de ajustes.

Mas, abril me parece que será um mês melhor. Pretendemos reabrir a casa na primeira quinzena com os devidos ajustes. Além disso, sei que 77 ganha pouco de KK, que QT geralmente perde de AA e que esse tipo de merda acontece, mas não quer dizer muita coisa…

Inté!

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